Projeto de pesquisa edital universal 2016

O CNPq e o MCTI divulgaram recentemente o resultado da Chamada Edital Universal 2016 favorecendo mais de 4.500 projetos de pesquisa em instituições de ensino superior em todo o país. Três professores do Bacharelado em Relações Internacionais da UFABC tiveram seus projetos contemplados pelo Edital 2016:

  •  O professor Acácio Almeida Santos, com o projeto “Migração e saúde: itinerários terapêuticos, práticas e estratégias de cura de imigrantes africanos na cidade de São Paulo” concorrendo na faixa B.
  • O professor José Paulo Guedes Pinto, com o projeto:  "A economia política internacional da propriedade intelectual: mapeando os fluxos de cobranças relativas ao uso de propriedade intelectual entre países e regiões." Concorrendo na faixa A.
  • O professor Elias David Morales Martinez, com o projeto:  “A Emergência das Potências  Nucleares -de facto- e suas Implicações à Segurança Internacional.  Em direção a uma nova relação de poder no Sistema Internacional do Século XXI?” Igualmente na faixa A.

O Edital Universal tem por objetivo democratizar o fomento à pesquisa científica e tecnológica contemplando todas as áreas do conhecimento.  Os projetos beneficiados terão uma duração de três anos para sua execução e implementação.

 

Para mais informação, acessar o link: http://www.cnpq.br/web/guest/noticiasviews/-/journal_content/56_INSTANCE_a6MO/10157/5586061

 

Grupo de Pesquisa

Comunicações na América Latina: disputa política e regulação (1980-2011)

O grupo buscará examinar o panorama comunicacional da América Latina após o advento das tecnologias digitais, tendo como pontos de apoio a evolução dos negócios, as transformações políticas das últimas três décadas e o progresso tecnológico. Essas transformações tornaram superadas as legislações nacionais existentes na área e abriram inéditas frentes de disputa entre Estados, empresas e movimentos sociais em busca de novos marcos institucionais para as comunicações e as telecomunicações. O desafio colocado é: como criar regras nacionais democráticas que regulem a atuação de corporações com raio de ação supranacional?

Essa questão toca em pontos sensíveis e várias ordens de interesses para a elaboração de novas legislações para os meios de comunicação em alguns países do continente.

Isso acontece especialmente na Venezuela, na Argentina, no Equador e na Bolívia. No Brasil avançou-se na legislação referente à internet.

O pano de fundo é a mudança no panorama político continental a partir de 1998. Em alguns países há uma reação ao modelo de matiz liberal, adotado nos anos 1980-90, que se manifesta em vitórias eleitorais de governos pautados por discursos reformistas. Assim, as disputas em torno da comunicação envolvem diversas concepções políticas.

A área tem se mostrado particularmente sensível às demandas por novas regras de funcionamento. As empresas de mídia, por lidarem com difusão de idéias, valores e abordagens subjetivas, alegam que a pretensão dos que advogam a criação de novas normas é implantar a censura e o cerceamento à livre circulação de idéias. Os defensores das mudanças afirmam o contrário. Dizem que o setor é monopolizado por grupos econômicos e que um novo marco legal teria por base a defesa de um pluralismo de opiniões.

 

Membros docentes

Antonio Marcos Roseira

Claudio Penteado

Gilberto Maringoni

Renato Rovai

 

Paradoxos, Continuidades e Limitações da Segurança Internacional no Século XXI: as Mudanças Climáticas e a Problemática Nuclear entre a Securitização, a Politização e a Humanização

Através do Edital Ciências Humanas e Sociais CNPq/CAPES 22/2014, o professor Elias David Morales Martinez, do curso de RI, teve aprovado, com financiamento, seu projeto de pesquisa intitulado "Paradoxos, Continuidades e Limitações da Segurança Internacional no Século XXI: as Mudanças Climáticas e a Problemática Nuclear entre a Securitização, a Politização e a Humanização"

O projeto analisa a evolução do estudo e do tratamento dado às problemáticas das mudanças climáticas e da segurança nuclear nesses primeiros anos do século XXI. O debate se concentra a partir do embate das abordagens teóricas da Escola de Copenhague, da Escola de Aberystwyth, e da Escola de Paris que propendem, respectivamente, pela Securitização, Politização e Humanização das temáticas examinadas.

Este projeto contempla como colaboradores, professores e alunos do BRI, professores da Universidade Estadual da Paraíba, como também pesquisadores do Carnegie Endowment Institute for Peace e do Royal Institute of International Affairs.

 

Grupo de Estudos

Direitos Humanos e Relações Internacionais

O grupo visa tratar de assuntos relacionados aos Direitos Humanos e analisá-los sob a ótica das Relações Internacionais. Foi criado com o intuito de divulgar, fomentar e promover debates referentes ao tema dos Direitos Humanos e Relações Internacionais. É constituído por alunos de graduação e pós-graduação da Universidade Federal do ABC e demais pesquisadores interessados na temática, sob coordenação do Prof. Dr. José Blanes Sala, doutor em Direito Internacional pela Universidade de São Paulo.

Página no facebook: https://www.facebook.com/gedhri

 Geopolítica de Energia

Coordenação: Professor Igor Fuser e Prof. Giorgio Romano

Participação: aberto a alunos da graduação e pós-graduação da UFABC e professores com pesquisa na área.
 

A produção, o comércio e o consumo de energia têm se tornado temas cada vez mais relevantes no cenário internacional, a tal ponto que grande parte dos impasses e conflitos no mundo contemporâneo só pode ser entendida caso levando esses fatores em consideração. Não é por acaso que a parte do mundo onde se concentram nas últimas décadas os conflitos internacionais mais explosivos - o grande arco que se estende do norte da África até a Ásia Central, abarcando todo o Oriente Médio - é também a área que abriga, em seu subsolo, dois em cada três barris existentes no planeta como reservas a serem exploradas. Também não é coincidência a presença predominante de empresas petroleiras na lista da maiores companhias do mundo. 

Essa temática de energia no século XXI está intrinsecamente ligada à questão ambiental. Segurança energética e as mudanças climáticas são as duas grandes preocupações geopolíticas em torno da energia. Em ambas o Brasil está muito bem posicionado. As descobertas do pré-sal, a liderança em biocombustíveis, o potencial da energia nuclear e da eólica transformaram o Brasil em uma potência energética. Ao mesmo tempo, o país dispõe de uma das matrizes energéticas menos sujas do mundo, com 47% de energias renováveis, contra uma média mundial de 14% e, no caso da produção elétrica, 90% contra uma média de 14%. No caso específico do pré-sal, isso significa que o Brasil ficará entre o oitavo (previsão pessimista) e o quinto (previsão otimista) em reservas de petróleo no ranking mundial. Já com relação à energia nuclear, o Brasil é, junto com a Rússia e os EUA, um dos poucos países com grandes reservas de urânio e, ao mesmo tempo, domínio da tecnologia. Isso em um contexto de grande pressão causada por dificuldades tecnológicas e econômicas para garantir a expansão de reservas de energia diante de uma demanda crescente. O cenário futuro aponta, portanto, o Brasil como potência energética e ambiental, com grandes impactos para a sua inserção geopolítica.

O Grupo de Estudos Geopolítica de Energia corresponde a área de interesse do Bacharelado em RI "Geopolítica da energia e recursos naturais"mas visa dialogar com outros cursos como a de Energia, Economia, Planejamento Territorial e Política Públicas.  

Site:  GeopoliticaEnergia
 

Novo Bandung

O Grupo de Estudos Novo Bandung foi fundado em abril de 2013 na Universidade Federal do ABC (UFABC), com o intuito de promover pesquisas e debate sobre a emergência do Sul no sistema internacional e os desafios para a sociedade brasileira, em especial as suas novas relações com os países do Sul, com destaque à África.

O Grupo tem por objetivo contribuir ao avanço de um pensamento autônomo nas ciências sociais, orgânico às realidades brasileiras e crítico ao cânone eurocêntrico. Orienta-se pela interdisciplinaridade acadêmica, abrange diversas áreas temáticas e inclui alunos e docentes dos Bacharelados em Ciências Econômicas (BCE) e Relações Internacionais (BRI) e do Programa de Pós-graduação em Ciências Humanas e Sociais (PCHS).

Site

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